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Local:  Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian
Máquina Fotográfica: Canon 100D
Lente: Canon EF 50mm f/1.8 STM
Abertura: f/1.8
Velocidade: 1/60
ISO: 100

A arte de mostrar o outro lado

Desde de crianças que nós espreitamos as poças de água à procura do nosso reflexo, para no segundo a seguir estarmos a saltar nas mesmas transformando aquele que era um sitio mágico numa brincadeira de movimento e sensações.

Mãos à obra

O desafio tem por base a palavra “Reflexos” sem que outra clausula seja imposta. Como tal mais liberdade fica para a interpretação, e esta foi a minha ao meu próprio desafio:

  • Estratégia: Dar um salto aos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian que sabia que tinha pequenos lados e riachos para então ver o que daí saía
  • Objecto fotográfico: Reflexo de algo em água usando a luz de fim do dia
  • Tipo de composição: Não sei qual é, só sei que gostei da forma como a luz divide e une a imagem com o movimento a água a acompanhar a ave
  • Material: Máquina fotográfica com lente fixa + filtro UV

Notas de algibeira

Testem o cartão de memória antes de saírem de casa. Eles à vezes passam-me da pinha! Não é a descrição técnica da coisa, mas a verdade é que acontece e aconteceu-me durante este desafio. O que fez com que tivesse de andar constantemente a seleccionar fotografias para apagar ou manter pois o cartão de 32GB resolveu limitar-se a 10 imagens. Imaginam só o resultado certo: perda de concentração por ter de estar sempre a repetir o processo de limpeza e com isto perder minutos cruciais de luz de fim do dia e dos animais que lá iam à sua vidinha. Acção produtiva: formatem o vosso cartão de vez em quando usando a própria função da máquina, para assim o “limpar” convenientemente.

O fim de dia é bom momento para encontrar estes amiguinhos a fazer a sua higiene diária. Estão mais parados e fazem movimentos engraçados, como esticar as asas e ficar numa só perna (não apanhei essa cena pois o meu querido cartão dizia: FULL). Em inicio de dia estão mais activos e não muito receptivos a reflexos mais sim mais a movimentos.

Senta-te confortavelmente e não há necessidade de levar comida. Não os subornes para fazerem algumas poses, é mais giro ver a sua vida normal sem a nossa intervenção. Cada um no seu mundo e com o seu tempo, apreende-se e aprende-se mais com este comportamento orgânico.

Levem tempo na carteira, paciência na mente e vontade de apreciar nos olhos com o telemóvel em silêncio de preferência.

Gabriela