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Local:  Home Sweet Home Tiny Garden
Máquina Fotográfica: Canon 100D
Lente: Canon EF 50mm f/1.8 STM
Abertura: f/6.3
Velocidade: 1/320
ISO: 100

Junho está aqui e com ele estamos no meio do ano, o fim do primeiro semestre do ano, o fim do segundo trimestre, e eu continuo a perguntar: mas como é possível o tempo passar tão rápido? Num ápice, estamos num lugar para no segundo a seguir estarmos a entrar num novo mês. A vida urge!

Ontem, estava a ouvir uma rádio onde apresentavam entrevistas a passarem nos minutos seguintes, e com elas músicos, bandas e a abertura oficial dos festivais e “festivaleiros” absolutos ou de fim-de-semana que querem ver o tempo parar para sentir a música que desta vez querem que seja com vibrações sentidas no ar com cheiros e cores e não só sons emitidos por um equipamento electrónico sem rosto ou emoção.

É por estes dias que começam os preparativos, os sorrisos silenciosos e noturnos, com o pensamento: já pouco falta para a mochila voltar às costas e com os braços levantados pedir mais ‘aquela’ música, já pouco falta para nos intervalos dos sons conhecidos me perder por entre acordes e vozes que me são estranhos mas que por algum motivo me retêm os movimentos.

Não sou festivaleira de semana inteira, sou de fim-de-semana, ou do dia ou noite por 3 horas. Não por não gostar, mas por não ter liberdade temporal para tal. Condicionantes da vida, dizem que há que trabalhar pois o dinheiro não cai do céu nem nasce nas árvores..uma pena! Mas sou sim, festivaleira de rádio, de spotify, de youtube e CD, 365 dias por ano. A música comanda a minha vida, como se fosse um fio condutor ou um psicólogo que não ouve mas fala o tempo todo. Tem a capacidade incrível de dar vida aos ambientes, e de criar imagens que fazem a música falar mais do que o som que transmite. Adoro o ambiente criado pelo bom som num qualquer recanto, e de igual modo a atmosfera de um concerto ao vivo.  Adoro a capacidade de transporte e paragem no tempo que me proporciona.

Neste dias de sol quente que nos enche de energia, que faz as flores crescerem na sua direcção como festivaleiros de braços levantados a sentir a música com sorrisos largos e olhos fechados, sai à rua! Pega na tua máquina fotográfica, e sai à rua, as recordações assim como as mais simples fotografias estão nas pequenas coisas à nossa volta.

Gabriela